segunda-feira, 10 de março de 2008

Liberdade de pensamento?

Há momentos em que receio que pensar e construir logicamente raciocínios e teorias de pensamento é algo que perdemos continuamente pelo apego com que lidamos com a letra dos pensadores, cientistas e filósofos que se nos apresentam em posições dicotómicas, que resumimos num esgotamento de ideias inusitado e insólito, ao longo de uma história milenar que conhecemos e recorremos sem apreciação crítica e construtiva.
Somos tentados a defender uma posição apresentada e fundamentada por algum autor que, outrora criticado, foi por certo defendido ao nível da retórica e argumentação, que não ultrapassou muitas vezes técnicas de adulação superficiais e de cariz técnico que mitigam e escondem erros construtivos que, por desleixo e despreocupação nos recusamos a investigar.
Não se esgotaram as formas de pensar, nem a capacidade interpretação de textos, ou questões humanísticas, tantas vezes apelidadas de filosóficas. Não se perderam as capacidades, os argumentos, ou assuntos, simplesmente, ignoramos e ridicularizamos a importância de "parar para pensar"! Quando é que ouviremos a ousadia de, não ignorando os diferentes pensadores e teorias as colocamos numa posição de uma moderada importância pela renovação e revelação de novas perspectivas e entendimentos! Quando é que somos claros em afirmar que não está tudo inventado, nem descoberto, quer ao nível das ciências exactas como das ciências sociais e humanas onde a estagnação parece cada vez mais uma realidade?
Falta coragem? Audácia? Ousadia? Liberdade de pensamento.
Lutámos anos a fio nos mais diversos países pela liberdade económica, de expressão e afins, mas cada vez mais as técnicas de publicidade agressiva, os media, e toda a pressão nos limita naquilo que nunca pensámos que nos pudessem limitar!
Deixem-nos pensar!

1 comentário:

sherazade disse...

Existe agora uma espécie de ditadura democrática que apenas na forma se reveste de democracia. O seu conteúdo é cada vez mais uma ditadura que age de uma forma terrivelmente assustadora.